Stress: Ação das terapias manuais sobre o stress

A base de liberação hormonal está situada no cérebro, então as questões cerebrais interferem diretamente na secreção de hormônios, ou seja, o estresse e a ansiedade influem nos níveis dos hormônios, ainda que estes sejam sintetizados em glândulas fora do cérebro. As alterações hormonais podem, de fato, induzir alterações emocionais importantes, como o excesso ou a falta de corticóides, por exemplo, que pode produzir ansiedade, depressão e estados confusionais do tipo de verdadeiras psicoses.

stress

AÇÃO DAS TERAPIAS MANUAIS SOBRE O STRESS

STRESS

Fonte: http://www.virtualpsy.org/psicossomatica/hipofise.html

 

O IMPACTO DO ESTRESSE NO ORGANISMO

Um dos primeiros cientistas a demonstrar experimentalmente a ligação do estresse com o enfraquecimento do sistema imunológico foi Louis Pasteur (1822-1895). Em estudo pioneiro no final do século 19, ele observou que galinhas expostas a condições estressantes eram mais suscetível a infecções bacterianas que galinhas não estressadas. Desde então, o estresse é tido como um fator de risco para inúmeras patologias que afligem as sociedades humanas, como patologias cardiovasculares (arteriosclerose, derrame), metabólicas (diabetes insulino-resistente ou tipo 2), gastrintestinais (úlceras, colite), distúrbios do crescimento (nanismo psicogênico, aumento do risco de osteoporose), reprodutivas (impotência, amenorréia, aborto espontâneo), infecciosas (herpes labial, gripes e resfriados), reumáticas (lupus, artrite reumatóide), câncer e depressão.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse afeta mais de 90% da população mundial e é considerado uma epidemia global. Na verdade, sequer é uma doença em si: é uma forma de adaptação e proteção do corpo contra agentes externos ou internos.

Estressores sensoriais ou físicos envolvem um contato direto com o organismo. Estaria incluído, nesse caso, subir escadas, correr uma maratona, sofrer mudanças de temperatura (calor ou frio em excesso), fazer vôo livre ou bungee jumping etc. Já o estresse psicológico acontece quando o sistema nervoso central é ativado através de mecanismos puramente cognitivos, como brigar com o cônjuge, falar em público, vivenciar luto, mudar de residência, fazer exames na escola ou de vestibular, cuidar de parentes com doenças degenerativas (como mal de Alzheimer, que causa demência) e outros.

Um terceiro tipo de estressor pode ainda ser considerado: as infecções. Vírus, bactérias, fungos ou parasitas que infectam o ser humano induzem a liberação de citocinas (proteínas com ação regulatória) pelos macrófagos, glóbulos brancos especializados na destruição por fagocitose de qualquer invasor do organismo.  As citocinas, por sua vez, ativam um importante mecanismo endócrino de controle do sistema imunológico.

A reação do organismo aos agentes estressores pode ser dividida em três estágios. No primeiro estágio (alarme), o corpo reconhece o estressor e ativa o sistema neuroendócrino.

Inicialmente há envolvimento do hipotálamo, que ativa o sistema nervoso autônomo, em sua porção simpática. O hipotálamo também secreta alguns neurotransmissores, como dopamina, noradrenalina e fator liberador de corticotrofina. Esse último estimula a liberação de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) pela hipófise, que também aumenta a produção de outros hormônios, tais como ADH, prolactina, hormônio somatotrófico (STH ou GH – hormônio de crescimento), hormônio tireotrófico (TSH).

O ACTH estimula as glândulas supra-renais a secretarem corticóides e adrenalina (catecolamina). As glândulas adrenais passam  então a produzir e liberar os hormônios do estresse (adrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão (e ainda o crescimento e o interesse pelo sexo), contraem o baço (que expulsa mais hemácias para a circulação sangüínea, o que amplia a oxigenação dos tecidos) e causa imunodepressão (redução das defesas do organismo). A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de “luta” ou “fuga”.

Nessa fase também pode ocorrer tento uma inibição quanto um aumento desmedido de hormônios gonadotróficos.

No segundo estágio, (adaptação), o organismo repara os danos causados pela reação de alarme, reduzindo os níveis hormonais. No entanto, se o agente ou estímulo estressor continua, o terceiro estágio (exaustão) começa e pode provocar o surgimento de uma doença associada à condição estressante, pois nesse estágio começam a falhar os mecanismos de adaptação e ocorre déficit das reservas de energia. As modificações biológicas que aparecem nessa fase assemelham-se àquelas da reação de alarme, mas o organismo já não é capaz de equilibrar-se por si só.

O estresse agudo, repetido inúmeras vezes pode, por essa razão, trazer conseqüências desagradáveis, incluindo disfunção das defesas imunológicas.

O estresse pode provocar também mudança nos receptores pós-sinápticos normais de GABA (principal neurotransmissor inibidor do SNC), levando a superestimulação de neurônios e resultando em irritabilidade do sistema límbico. A presença de GABA diminui a excitabilidade elétrica dos neurônios ao permitir um fluxo maior de íons cloro. A perda de uma das sub-unidades-chave do receptor GABA prejudica sua capacidade de moderar a atividade neuronal.

De modo geral, pode-se afirmar que o organismo humano está muito bem adaptado para lidar com estresse agudo, se ele não ocorre com muita freqüência. Mas quando essa condição se torna repetitiva ou crônica, seus efeitos se multiplicam em cascata, desgastando seriamente o organismo.

Efeitos psicossomáticos.

‘Quando o cérebro é o médico e o monstro’.

O impacto das emoções e dos transtornos psíquicos sobre a saúde orgânica é muito maior do que se supunha. A psique é tão importante quanto a genética e o estilo de vida no desenvolvimento e no tratamento das mais diversas doenças.

  Durante exames de rotina, em 1998, a psicóloga Lívia Borges, de 39 anos, descobriu que os níveis dos hormônios de sua tireóide estavam abaixo do normal. Foi um susto e uma surpresa. Eu não me sentia doente, lembra. Na consulta com um endocrinologista, veio o diagnóstico: hipotireoidismo. Sua glândula funcionava num ritmo muito lento, e Lívia teria de tomar remédios para o resto da vida. Foram cinco anos à base de hormônios sintéticos.  Em 2003, resolvi fazer psicoterapia, porque minha vida não estava nada boa, conta ela.

Depois de seis meses de sessões, tudo começou a ficar mais claro: Eu me sentia constantemente agredida nos relacionamentos pessoais. Eu entregava muito mais do que recebia, e essa troca desigual não me fazia bem. Era assim no casamento, nas minhas amizades e na minha família. Desvendados os mecanismos psíquicos que a levaram a comportar-se dessa maneira, Lívia resolveu parar com os medicamentos. Hoje, sua tireóide vai muito bem e sua cabeça idem. O hipotireoidismo era, como se costuma dizer, de fundo emocional.

“Explicar o peso dos conflitos íntimos na gênese e no tratamento dos mais diversos distúrbios representa um desafio. Desafio que, agora, une médicos e psicólogos, lados antes muito conflitantes. O reconhecimento, por parte dos primeiros, de que desequilíbrios de ordem psíquica podem, sim, ter um impacto direto na saúde ampliou bastante o campo de investigação da medicina psicossomática, a disciplina que procura estabelecer uma relação de causa e efeito entre o que vai pela mente e pelo corpo”.

O número de pessoas que sucumbem fisicamente às suas próprias emoções é enorme. De cada dez pacientes que procuram um médico pela primeira vez, três apresentam queixas inexplicáveis na aparência, sem nenhuma causa orgânica. Tais sintomas, esclarecem os psicólogos, surgem exatamente para chamar atenção para o sofrimento psíquico. Quando são apenas sinais, diz-se que o paciente está somatizando, explica o psicanalista Roque Mágno de Oliveira, professor da Universidade de Brasília. O correto, então, é encaminhá-lo à psicoterapia e pronto. Mas pode ocorrer de esse processo de somatização, detectável durante uma consulta médica mais acurada, já ter causado males verificáveis por exames clínicos e laboratoriais. Nesse caso, está diagnosticada uma doença de origem psicossomática, que precisa ser curada por meio de remédios e tratamentos convencionais. O encaminhamento a um psicoterapeuta, aqui, deve ser feito em paralelo. Não raro a atenção aos transtornos psíquicos não só previne o surgimento de doenças como ajuda no combate aos males orgânicos instalados por eles.

A mente abre as portas para a doença.

É um erro, porém, atribuir todos os males a origens psicossomáticas. Essa visão equivocada é fruto de um certo “fundamentalismo psicológico” e foi denunciada pela escritora americana Susan Sontag, que morreu em dezembro de 2004, vítima de câncer. Na década de 70, quando recebeu o diagnóstico de que tinha um tumor maligno no seio, Susan ouviu de muita gente que o câncer era uma doença típica de pessoas com personalidades cinzentas, que reprimiam suas emoções ou não as demonstravam a contento. Os pacientes viam-se obrigados a arcar, assim, com o duplo peso: o do próprio tumor e o da “culpa” por telo crido em virtude de um caráter pouco expansivo – tese sem nenhum respaldo científico. Incomodada, a escritora lançou-se a uma pesquisa histórica e constatou que, antes de ser descoberto o bacilo deflagrador da tuberculose, essa infecção pulmonar, um verdadeiro flagelo até o início do século XX, era também creditada a um dado de personalidade: Gente romântica demais estaria mais propensa a contraí-la. Contra esse tipo de baboseira, Susan escreveu um livro belíssimo, A Doença como metáfora.

O que a ciência tem como certo é que transtornos psíquicos, sejam eles circunstanciais ou definidores da personalidade, podem aguçar a propensão – genética, ambiental – a determinadas doenças e distúrbios. Se 15% das mulheres portadoras de genes mutantes como o BRCA 1 e o BRCA 2, diretamente associados ao surgimento do câncer de mama, não desenvolvem a doença, isso ocorre, segundo os especialistas, porque elas contam com uma espécie de imunidade mental. “As experiências clínicas já mostraram que, se existe uma predisposição genética, a doença se manifestará em pacientes com maior instabilidade emocional”, diz o psicanalista Rubens Marcelo Volich, autor do livro Psicossomática – de Hipócrates à Psicanálise.

Uma das perturbações de ordem psicossomática mais comum é a infertilidade feminina. Muitas mulheres se angustiam (e a seus maridos) por não conseguir engravidar tão rapidamente como amigas suas. Angustiadas, e de forma inconsciente tornam a concepção ainda mais difícil. O resultado é que, depois de anos de tentativas e tratamentos infrutíferos, boa parte delas desiste e parte para a adoção – e eis que, passado algum tempo no papel de mães adotivas, recebem a notícia de que estão finalmente grávidas. Prova-se, dessa forma, que a dificuldade tinha menos há ver com os seus ovários do que com o cérebro. “Exerço a medicina há trinta anos e a cada dia me convenço mais do poder da mente sobre a saúde”, diz o ginecologista Paulo Serafine, do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva.

 O CÉREBRO VENCEU O TALENTO: Ronaldo Fenômeno, a pressão para brilhar na Copa do Mundo fez o corpo adoecer.

Recentemente, o Brasil acompanhou – apreensivo – um processo que, tudo indica, é de somatização. Pouco antes do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo que está em curso, o jogador Ronaldo reclamou de muita tontura. Entrou em campo, teve uma atuação fraca contra a Croácia e, na saída, continuou a queixar-se de tontura. Depois da partida, o camisa 9 foi submetido a uma endoscopia, para a detecção de uma eventual gastrite. Os exames não acusaram nada. Aparentemente s´s há uma explicação plausível para o piripaque de Ronaldo: pressão demais. Não foi a primeira vez. Na Copa de 1998, na noite anterior à final com a França, o jogador teve contração nos músculos, suou muito, sofreu uma convulsão e desmaiou – sem que houvesse uma justificativa orgânica para tanto. Casos como o de Ronaldo foi descrito há mais de um século pelo austríaco Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Em um texto de 1895, Freud elencou os sintomas de uma perturbação nervosa que chamou de neurose da angústia: Ataques de suor, de bulimia e de asma. Tremores, convulsões, tonturas, palpitações, arritmias, taquicardia e “até graves estados de debilidade do coração, difíceis de diferenciar de uma doença orgânica”, escreveu Freud. Ronaldo deveria, portanto, procurar um psicoterapeuta.

Ao longo da história, vários autores relataram a influência das emoções – positivas e negativas – sobre a saúde. A maior ou menor importância que se deu ao tema variou conforme o pensamento e as descobertas científicas e tecnológicas de cada período, num vaivém constante. O psiquiatra alemão Johann Christian Heinroth defendeu no livro Desordens da Alma, de 1818, a idéia de que as paixões sexuais contribuem para o aparecimento da tuberculose, da epilepsia e do câncer.

Obs.: Aliás, é dele o termo “psicossomático” – do grego psyché, mente, e soma, corpo.

Foi a partir da década de 70, no entanto, que a aproximação entre a medicina e a psicologia se estreitou, e a área da psicossomática começou a ganhar reconhecimento científico. O “fundamentalismo psicológico” denunciado por Susan Sontag atrasou o progresso de um campo da medicina que só agora reclama sua posição no mundo científico. As evidências físicas do entrelaçamento de mente e corpo são extraordinárias. Sabe-se, por exemplo, que as vísceras (coração, pulmões, rins, fígado e estômago) e todas as glândulas são comandadas por feixes de nervos dos sistemas Simpático e Parassimpático. Eles devem conviver em equilíbrio constante. Ou seja, quando um é estimulado, o outro é desestimulado. Os sintomas dessa concertação são conhecidíssimos por todos, médicos e leigos. O estímulo do sistema Simpático mobiliza o organismo, aumentando a respiração, a freqüência dos batimentos cardíacos e a pressão arterial. Como conseqüência dessa excitação, o sistema inibe outras funções, em especial a digestão. Por essa razão, os exercícios físicos extenuantes é um risco depois de fartas refeições.

Esse exemplo é de funcionamento normal do sistema. Ocorre que uma sobrecarga de emoções constantes ou de stress diário pode submeter o sistema de nervos a um ritmo de ajustes que ele não consegue acompanhar. Resultado: doenças digestivas provocadas por causas externas. Sabe-se também que diversas neuroses de baixa intensidade são acompanhadas de distúrbios físicos dos órgãos comandados pelo sistema Simpático e Parassimpático.

O poder do cérebro, sobre a saúde!

O trabalho do americano Bob Ader e Nick Cohen foi fundamental para elucidar ainda mais essas inter-relações. Elas mostraram que, mediante um estímulo externo, o sistema imunológico pode ser “ensinado a se anular”. Ader e Cohen misturaram sacarinas a um remédio anticâncer, que naturalmente baixa as defesas do organismo, e administraram o coquetel em ratos de laboratórios. Depois de repetir o procedimento diversas vezes, eles ofereceram apenas sacarina às cobaias. Pois bem, mesmo sem a adição do medicamento, elas registraram uma baixa no sistema imunológico. Seu cérebro obedeceu a uma sugestão, obtida por meio de condicionamento. A conclusão dos pesquisadores: se algumas conexões de neurônios podem enfraquecer as defesas do corpo, existem aquelas que servem para aumentá-las.

Com esse experimento, explicou-se, por via inversa, o efeito placebo, descrito pela primeira vez cerca de três décadas antes. O efeito placebo é a melhora do paciente tratado à base de remédios inócuos (inofensivo). “Uma série de fatores propicia o efeito placebo. De todos eles, o mais importante é a expectativa do paciente”, disse o médico canadense Grant Thomoson, professor da Universidade de Ottawa e autor do livro The Placebo Effect and Health, em entrevista à repórter Giuliana Bergamo. “Não é uma pílula de farinha ou de açúcar que faz um paciente melhorar, e sim o que esse paciente espera dela. Diversos estudos já mostraram que, quando se acredita na eficácia do tratamento, ele funciona muito mais”.

Uma pesquisa fascinante acerca das benesses das emoções positivas sobre a saúde orgânica foi conduzida por estudiosos da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos. Por quinze anos, eles acompanharam 678 freiras, com idade acima de 75 anos. Interessados em estudar a doença de Alzheimer, avaliaram a história pessoal e médica de cada uma delas. Ao analisarem diários escritos pelas religiosas quando elas eram bem jovens, os pesquisadores perceberam que as que utilizavam em seus relatos uma maior quantidade de palavras ligadas a emoções positivas – como felicidade, amor, gratidão e esperança – haviam chegado com mais saúde à velhice do que as que costumavam usar grande número de vocábulos com significados negativos – como tristeza, indecisão e vergonha.

O Austríaco e o Inglês.

Com os fundamentos da psicanálise, Freud forneceu as bases para a estruturação da medicina psicossomática, enquanto o físico Francis Crick, com suas pesquisas sobre a consciência, ajudou a desvendar o funcionamento do cérebro.

O “Eu interior” apagado no laboratório.

Para o reconhecimento da psicossomática, deu-se um passo decisivo na década de 90, com o surgimento de máquinas capazes de flagrar o cérebro em pleno funcionamento. Graças a esses aparelhos, conseguiu-se verificar que as emoções e as sensações são fenômenos físicos, que ocorrem em lugares específicos do cérebro. Para desilusão dos metafísicos, a ligação mente/corpo não é etérea (impalpável), mas quase palpável. Na década de 90, o físico inglês Francis Crick (1916-2004), o gênio da dupla Crick-Watson que descobriu a forma de hélice do DNA, deu um passo gigantesco na aproximação de corpo e mente.Crick classificou os pensamentos e emoções de acordo com as ondas cerebrais que produziam. A alegria e a tristeza, o doce e o amargo, o claro e o escuro são sensações que produzem registros de ondas cerebrais tão distintas quanto as impressões digitais. De todas as medidas de Francis Crick, a mais estupenda foi a da onda que o cérebro dos seres humanos utiliza para definir a consciência – ou seja, a individualidade, o dom de saber que você é você e o outro é o outro. A autoconsciência, descobriu Crick, é expressa por ondas cerebrais de 40 hertz.

Os pesquisadores estão empenhados agora em deslindar (investigar/apurar) melhores as relações entre o sistema nervoso central e o imunológico e endocrinológico. Eles não tem mais dúvidas de que a comunicação de hormônios, moléculas e células de defesa pode sofrer influência direta da psique. Erros nessa comunicação podem levar ao surgimento de doenças auto-imunes, como alergias, e infecções de todos os tipos. Também podem causar fobias, pânico e depressão. “Nós estamos começando a entender a relação de interdependência entre o cérebro e o sistema imunológico – como eles ajudam um ao outro a se manter equilibrados e como o mau funcionamento entre ambos produz doenças”, disse a VEJA a médica americana Esther Sternberg, uma das principais pesquisadoras em medicina psicossomática, autora do livromThe Balance Within> the Science Connecting Health and Emotions (em português, algo como O Equilíbrio Interno: a Ciência Conectando a Saúde e as Emoções).

Entre as alternativas psicológicas que comprovadamente ajudam a evitar doenças e aceleram a recuperação física estão a psicanálise, a meditação e as terapias cognitivas (relativo ao conhecimento) comportamentais. Estas últimas sofreram impulso nos últimos anos, pelo fato de proporcionarem bem-estar de maneira rápida. O que importa, para seus seguidores, é ensinar o paciente a evitar a cadeia de reações emocionais que leva o corpo a responder com sintomas físicos. A meditação, por sua vez, visa acalmar a mente das atribuições cotidianas. O estudo mais recente nesse campo submeteu pacientes cardíacos à técnica e comprovou que eles se beneficiaram de uma redução da pressão sanguínea. A hipótese é que a meditação modula a resposta do sistema nervoso ao stress. Nenhuma dessas duas técnicas, no entanto, age na raiz dos problemas psíquicos – ou seja, a história pessoal de cada um e os conflitos causados por ela. Esse papel cabe à psicanálise, que demanda tempo, disposição e dinheiro para que o paciente se aventure na tortuosa via do autoconhecimento.

O caminho para a psicossomática está aberto em definitivo, graças à associação entre médicos e psicólogos. Mas, apesar de todas as descobertas, ainda há muito por trilhar. Uma doença não é um episódio único. É fruto de uma história de vida. Sabe-se que há fatores ambientais e genéticos que são decisivos no aparecimento de uma doença – entre eles, idade, fumo, obesidade, sedentarismo. Qual o peso, contudo, de um luto no sistema imunológico de uma pessoa? Como medir quanto uma separação conjugal debilita o organismo? O poder da sugestão mental sobre a saúde foi objeto de uma frase famosa do escritor francês Stendhal, autor do clássico O Velho e o Negro. Ele afirmou que “nomear uma doença é apressar-lhe o progresso”. O contrário – nomear uma cura para que a saúde se restabeleça – é uma hipótese que pertence tão-somente ao terreno da religião. O que os cientistas acreditam é que, nem um futuro não tão distante, será possível auscultar (sondar) o cérebro para evitar que doenças atravessem a alma e desintegrem o corpo.

COMO ESTAS REAÇÕES PODEM SER AMENIZADAS?
Efeitos Psicológicos da massagem:

* Alívio da Ansiedade e da Tensão (Estresse)

À medida que a massagem promove relaxamento, também ajuda a erduzir a ansiedade e tensão. Isto ocorre porque o relaxamento precisa de um desligamento psicológico da ansiedade e da tensão.

* Sensação Geral de Bem-estar (Conforto)

O estado geral de relaxamento e o alívio do estresse, possivelmente em conjunto com a redução da dor, têm o efeito de induzir uma sensação de bem-estar no paciente.

* Fé Generalizada na Deposição das Mãos

A idéia de que a cura pode ser facilitada pelo toque no paciente é, certamente, muito antiga e comum a muitas culturas antigas. Se o ato de tocar uma pessoa faz com que esta pessoa acredite que irá ocorrer a cura, então não é demasiadamente difícil imaginar que a cura poderá, de fato, ocorrer (MARCELI, 2003).

Fonte: MARCELI et al; Técnica de massagem de Beard; 2003.

 

Efeitos da massagem:

1. Os mecanismos reflexos podem reduzir a atividade simpática e promover a vasodilatação;

2. A circulação local e sistêmica, incluindo a dos gânglios parassimpáticos, é aumentada;

3. A melhora na circulação ajuda a promover o processo de cura, reduz o espasmo muscular e melhora a capacidade de extensão do tecido conjuntivo;

4. Verifica-se também um equilíbrio geral do sistema nervoso autônomo. As pesquisas acerca dos efeitos da massagem sobre o sistema nervoso autônomo mostram resultados variáveis (CASSAR, 2001).

Fonte: CASSAR MP – Manual de massagem terapêutica, 2001 – Fonte: dicaquente.com.br

 

Efeitos da massagem:

A massagem exerce efeito mecânico local decorrente da ação direta da pressão exercida no segmento massageado, e também uma ação reflexa, indireta, por liberação local de substâncias vasoativas.

Resumidamente as diversas técnicas de massagem podem promover:

- relaxamento muscular local e geral;

- alívio da dor

- aumento da circulação sangüínea e linfática;

- aumento da perspiração;

- aumento da nutrição tecidual;

- aumento da secreção sebácea;

- remoção de produtos catabólitos;

- aumento da maleabilidade e extensibilidade tecidual;

- aumento de a mobilidade articular;

- deslocamento, direcionamento e remoção de secreções pulmonares;

- estímulo de funções viscerais;

- estímulo de funções autonômicas;

- auxílio na penetração de fármacos.

Fonte: GUIRRO, Elaine, GUIRRO, Rinaldo; Fisioterapia Dermato-Fucional 3° Edição, Editora Manole 2002.

 

Comentário:

As terapias alternativas (manuais) têm se mostrado eficazes como estímulo para o bem estar físico e emocional, até porque podem estar atuando no primeiro estágio (alarme) do estresse o que irá evitar o disparo de uma série de conseqüências maléficas ao organismo.

luk_wsh

Apaixonado pela Tecnologia, Desenvolvimento de Sistemas web e SEO. Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias. Sucesso Empresarial
  • Meu Facebook ( lukwsh )
  • Meu Twitter ( luk_wsh )

Fisiologia e biomec

FISIOLOGIA E BIOMECÂNICA DA COLUNA   Anatomia Aplicada e Biomecânica da Coluna ...

Tecidos

TECIDOS   TECIDO EPITELIAL. Sabemos que grupos de células que são similares quanto ...

Reflexologia podal

REFLEXOLOGIA PODAL O que é Reflexologia? Ciência que estuda os efeitos reflexos ...

Reflexologia auricul

REFLEXOLOGIA AURICULAR   História da Terapia Auricular A auriculoterapia, em sua forma mais ...

Terapia manual

TERAPIA MANUAL   HISTÓRICO DA TERAPIA MANUAL Para a OMS (2005: 05) a ...

Fisiologia e biomec

FISIOLOGIA E BIOMECÂNICA DA COLUNA   Anatomia Aplicada e Biomecânica da Coluna ...

Tecidos

TECIDOS   TECIDO EPITELIAL. Sabemos que grupos de células que são similares quanto ...

Reflexologia podal

REFLEXOLOGIA PODAL O que é Reflexologia? Ciência que estuda os efeitos reflexos ...

Reflexologia auricul

REFLEXOLOGIA AURICULAR   História da Terapia Auricular A auriculoterapia, em sua forma mais ...

Terapia manual

TERAPIA MANUAL   HISTÓRICO DA TERAPIA MANUAL Para a OMS (2005: 05) a ...